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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

De polvo? Cremes dentais têm sabores estranhos no Japão

Cada um tem seu gosto, mas pasta de dente de berinjela e de carvão são peculiares para quem está acostumado com o sabor de menta 

 

Há no mercado cremes dentais para sensibilidade, para clarear os dentes, para combater o mau hálito. Mas, no Japão, não só as funcionalidades são diferentes, os sabores também surpreendem. De polvo, berinjela e carvão de bambu, ainda existe uma linha chamada Breath Pallete, ou Paleta do Hálito, com 30 sabores, como caramelo, rosas, curry e abóbora.

O professor Vinicius Pedrazzi, da Faculdade de Odontologia da USP de Ribeirão Preto, diz que não é possível afirmar que esses cremes dentais podem prejudicar os dentes só por conta dos sabores exóticos. Mas, segundo ele, é preciso estar atento a algumas coisas na hora de escolher o seu creme dental para ter a segurança de estar usando o produto certo para seu caso.
“Principalmente a abrasividade. Muita pode provocar desgaste excessivo do esmalte, recessão gengival, hipersensibilidade dentinária, desgaste de restaurações, próteses, implantes, etc. Pouca abrasividade pode não conter agendes suficientes para remover manchas e detritos nos dentes e também não proporcionar polimento do esmalte dental”, diz.
O jornalista americano Jake Adelstein provou essa pasta com sabor de bolinho de polvo
O jornalista americano Jake Adelstein provou essa pasta com sabor de bolinho de polvo
Foto: Twitter/@jakeadelstein / Reprodução
O professor acrescenta que ao associar o creme a uma escova dental pode ser provocada a potencialização em até 70% da abrasividade de cada componente (pasta e escova dental). “Assim, uma escova dental com cerdas médias e um dentifrício de baixa abrasividade podem resultar em um conjunto com média a alta abrasividade”, explica.
Depois que escolher seu creme dental, fique atento à quantidade recomendada para o uso. “Para crianças com 2 até 5 anos, o tamanho correspondente a um grão de ervilha é o suficiente. Preferencialmente sem flúor ou com baixa percentagem de Flúor na composição (500ppM - partes por milhão). Para adultos, 1/3 de creme dental em comparação com a superfície das cerdas da cabeça da escova dental é o suficiente”, diz Vinicius.

 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Seu filho chupa o dedo? Saiba como combater esse hábito

Especialista dá dicas para que pais e profissionais possam interromper esse hábito capaz de entortar os dentes e atrapalhar a fala das crianças 

 


Durante os primeiros seis meses de vida, a criança começa a descobrir seu corpo e ter a capacidade de levar a mão à boca, e é aí que pode surgir a mania de chupar o dedo. Porém, esse hábito, aparentemente inofensivo, pode trazer danos para a saúde bucal tão sérios quanto o uso da chupeta e da mamadeira. 

O hábito de chupar o dedo, aparentemente inofensivo, pode trazer danos para a saúde bucal tão sérios quanto o uso da chupeta e da mamadeira.  Foto: Denniro / Shutterstock
O hábito de chupar o dedo, aparentemente inofensivo, pode trazer danos para a saúde bucal tão sérios quanto o uso da chupeta e da mamadeira.
Foto: Denniro / Shutterstock
“O hábito de chupar a mão ou do dedo costuma se intensificar por volta dos quatro meses. Isso acontece porque a criança tem necessidade de exercitar os músculos da face que muitas vezes, por a mãe ter leite em abundância, não são tão exigidos durante a amamentação e aí acaba “sobrando” uma necessidade a mais de sugar”, diz Rosana Possobon, odontopediatra e coordenadora do CEPAE (Centro de Pesquisa e Atendimento Odontológico para Pacientes Especiais). 

Segundo a especialista, assim que a mãe perceber esse hábito deve tentar interrompê-lo o mais rápido possível. “Quanto mais tempo e maior frequência de sucção, maiores serão os problemas bucais. Chupar o dedo altera os músculos da língua e da face, pode levar a alterações de fala, de deglutição e necessidades de correção ortodôntica”, diz Rosana. 
Mas como interromper esse hábito?
Rosana explica que as estratégias a serem seguidas pelo odontopediatra podem e devem ser diferentes em cada caso e em cada faixa etária. E elas também diferem quanto à prevenção ou interrupção do hábito. Com base nisso, a especialista listou algumas dicas gerais que podem ajudar pais e profissionais nessa batalha.
- A amamentação correta ajuda muito na diminuição da mão na boca, ato que pode iniciar a mania de chupar o dedo.
- Não tente eliminar esse hábito oferecendo a chupeta ou a mamadeira para a criança. Segundo Rosana, fazendo isso a mãe apenas está trocando um problema pelo outro. “Muitas mães acreditam ser mais fácil interromper o hábito da chupeta, com os filhos maiores, do que o de chupar o dedo, mas nem sempre é assim”, diz a especialista.
- No caso das crianças que chupam o dedo enquanto dormem, os pais devem ficar atentos para tirar sutilmente a mão dela da boca. Uma boa dica é dar um bichinho que ela possa abraçar ou segurar enquanto dorme.
- Diga à criança que ela deve tirar o dedo da boca para falar com você ou com qualquer outra pessoa alegando que não dá para entender o que ela fala desta forma.
- Motive a criança quando ela não estiver praticando o hábito com passeios, brincadeiras e parabenizações e reforce que ela fica muito mais bonita sem o dedo na boca.
- Distraia a criança com atividades que requerem o uso da fala (como cantar e soletrar) e da mão (como pintura, desenho, modelagem de massa).
- Mostre que pessoas que ela admira não chupam o dedo, sem fazer comparações que humilhem a criança.
- Brinque de pintar as unhas, colar adesivos, amarrar laços de fita ou fazer desenhos com caneta nas mãos.
- E por último, se a criança já for maiorzinha tente explicar, na linguagem dela, que as mãos, mesmo lavadas, possuem bichinhos que podem causar doenças e por isso, colocá-las na boca não é uma boa opção.

 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Guia de etiqueta ajuda quem usa aparelho a viver sem crise


Ortodontista dá dicas e revela curiosidades para evitar situações constrangedoras entre amigos e colegas de trabalho

Quem usa aparelho ortodônticosabe que eles precisam de cuidados especiais quanto à higienização, ao armazenamento, ao uso e até a alimentação. O que muitos não sabem é que quem faz esse tipo de tratamento também precisa seguir algumas regras de etiqueta para não passar vergonha nem causar desconforto entre amigo e colegas de trabalho. Para ajudá-los, o ortodontista José Rino Neto montou um guia com dicas e curiosidades para tornar a vida desses pacientes menos complicada.

 
Evite constrangimentos em públicos
Se você usa aparelho fixo, é bom evitar comer saladas, carne desfiada, manga ou outros alimentos que podem ficar facilmente presos entre os fios antes de uma reunião de trabalho ou um encontro com os amigos ou um paquera. Ou então, ande com um kit dental dentro da bolsa ou do carro. Assim, sempre que você comer alguma coisa poderá fazer a higiene bucal adequada no banheiro. 
Se você usa aparelho fixo, evite comer saladas, carne desfiada, manga ou outros alimentos que podem ficar presos entre os fios antes de eventos sociais ou reunião Foto: Olga Miltsova / Shutterstock
Se você usa aparelho fixo, evite comer saladas, carne desfiada, manga ou outros alimentos que podem ficar presos entre os fios antes de eventos sociais ou reunião
Foto: Olga Miltsova / Shutterstock
Mas, caso alguma comida fique presa no aparelho durante a reunião ou encontro, nuncatente tirá-la na frente das pessoas. Pedir licença para ir ao banheiro é sempre a melhor opção. Aliás, sempre que acabar de comer, vale dar uma checada se está tudo certo com seu aparelho.
Muitas pessoas que usam aparelho móvel têm mania de ficar “brincando” com eles na boca. Se você se enquadra nesse grupo, pare com isso. Esse hábito pode causar desconforto em quem assiste sua diversão bucal. 


Aparelho limpo ajuda a manter o hálito fresco
Aparelho mal higienizado pode causar mau hálito e mau hálito causa constrangimento, por isso, aprender a lavá-lo é fundamental. No caso dos móveis, o ideal é escová-loscom sabonete líquido neutro e uma escova dura para a remoção dos resíduos e em seguida lavá-lo em água corrente.
Para que o aparelho móvel fique com um gosto bom e colabore para que seu hálito fique fresco, o especialista indica que após a lavagem seja colocado por alguns minutos dentro de um copo contendo qualquer enxaguatório bucal sem álcool diluído em água (meio a meio).
No caso dos aparelhos fixos, o uso de uma escova interdental faz toda a diferença. Use-a para limpar cada uma das peças do aparelho, especialmente as superfícies de contato entre eles e o esmalte do dente. O fio dental deve completar a higiene dentária com o uso de agulhas passa fio que passam o fio dental por trás do arco metálico.
Evite os elásticos transparentes ou claros. Eles são fáceis de sujar, pois mancham mais fácil com comidas pigmentadas e com, o passar do tempo, ficam mais amarelados dando a impressão de sujos. A vantagem desse tipo de cor é que ela torna o uso do aparelho mais discreto. No entanto, se mesmo assim ela for sua primeira opção, saiba que você não poderá trocá-las quando quiser. Essa troca só pode ser feita pelo ortodontista. 
Etiqueta até na hora de beijar?
Embora o aparelho não apresente nenhuma barreira ou limitação para quem gosta de beijar muito, algumas dicas valem a pena para você não fazer feio nesse momento tão importante.
O segredo é não ir com muita sede ao pote. Desta forma você pode bater os dentes na outra pessoa e causar um dano maior por causa dos bráquetes.Beije com calma e valorize os movimentos mais suaves e amplos.Outra dica é tirar os elásticos que ficam enganchados para ligar a arcada de cima com a de baixo. Tentar beijar com eles pode ser impossível.

 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Chá, gargarejo e enxaguante são armas contra mau hálito

Esses truques caseiros não tratam a halitose, mas podem prevenir o problema quando aliados a mudanças de hábitos

 

A melhor forma de se livrar do mau hálito é procurar um profissional especialista no assunto e fechar o diagnóstico correto, já que existem mais de 60 causas para o problema. Mas existem algumas mudanças de hábitos e truques caseiros que podem ajudar na prevenção da doença. E, segundo Marcos Moura, presidente da Associação Brasileira de Halitose, mudança de hábito é o termo chave para quem quer evitar a halitose. “Diariamente, devemos estar atentos aos hábitos de higiene bucal e beber muita água para evitar alterações no hálito”, diz. 


Fazer gargarejo, por exemplo, deveria estar na lista de passos indispensáveis da saúde bucal de todos. A prática é uma das melhores armas para diminuir o risco de sofrer com o mau hálito. “O ato de gargarejar, que é diferente de bochechar, limpa a região da orofaringe, que constantemente pode estar contaminada devido a um gotejamento nasal, sendo mais acentuado nos processos inflamatórios, como sinusites”, afirma.
Fazer gargarejo é uma das melhores armas para diminuir o risco de sofrer com o mau hálito Foto: takayuki  / Shutterstock
Fazer gargarejo é uma das melhores armas para diminuir o risco de sofrer com o mau hálito
Foto: takayuki / Shutterstock
O único ponto de atenção é fazer o gargarejo com produtos que não tenham álcool na composição e sempre com orientação do dentista. Para quem gosta de soluções caseiras, alguns especialistas indicam ferver cravo da índia, malva branca e menta para gargarejar. 




Por outro lado, o mercado oferece uma gama de enxaguatórios bucais que são eficientes na prevenção da halitose. “O enxaguatório vai impedir a estagnação do muco e bactérias na região da orofaringe, esvaziar a valécula, uma região em forma de concha que se localiza na garganta, e prevenir a formação de cáseos amigdalianos, típicos dos quadros de amidalite (doença infecciosa que causa forte dor de garganta, dificuldade para engolir e febre)”.
Chás
Um estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, concluiu que elementos conhecidos como polifenóis, presentes nos chás, reduzem o ritmo de desenvolvimento das bactérias responsáveis pelo mau hálito. “Como o mau hálito é fisiológico, toda a população precisa prevenir a halitose, e o chá verde é uma bebida popular com ação antibacteriana, antioxidante, anticarcinogênica e removedora de odor”, diz Marcos.

 



 

 

Abscesso dentário não tratado pode causar problema cerebral

Uma infecção no dente sem o devido tratamento pode causar sinusite, dores nos ossos e até um abscesso cerebral

 

Um abscesso dentário é o acúmulo de pus no dente ou na gengiva por conta de alguma infecção bacteriana. Embora não seja um problema bucal tão grave, se for negligenciado ou não tiver o devido tratamento, pode ter desdobramentos mais sérios, como febre, vômito, diarréias e até, em casos mais raros, se transformar em um abscesso cerebral.
Apesar de um pouco assustador, a periodontista Lucélia Ramiro Paes garante que esse é um mal relativamente fácil de se evitar. “Um abscesso está normalmente associado a uma higiene bucal fraca ou a uma dieta muito rica em açúcar. Quando esses dois fatores acontecem juntos então, as chances de infecção aumentam”, diz a especialista. 
Um abscesso está normalmente associado a uma higiene bucal fraca ou a uma dieta muito rica em açúcar Foto: Adam Gregor / Shutterstock
Um abscesso está normalmente associado a uma higiene bucal fraca ou a uma dieta muito rica em açúcar
Foto: Adam Gregor / Shutterstock
Se o problema for diagnosticado logo no início, será feita uma incisão, a drenagem do abscesso para retirar o pus e higienização da região. Porém, em casos mais avançados, um tratamento de canal pode ser recomendado ou até e extração do dente. “É importante que o profissional fique atento para que essa infecção não se espalhe por outras partes da boca ou da cabeça”, diz a periodontista. 
Quando o caso é mais grave
Porém, quando o abscesso permanece na cavidade bucal por muito tempo sem o devido tratamento, é possível que ele acabe causando outros problemas, como uma sinusite – infecção das cavidades atrás das maçãs do rosto que estão cheias de ar, que causa dor facial, nariz entupido e febre.  
Outro desdobramento de um abscesso não tratado pode ser a Osteomielite. “Ela ocorre quando a infecção do dente se espalha pela corrente sanguínea e ataca um osso de qualquer parte do corpo. Essa doença vai se apresentar com vômitos, náuseas, febre e dores na região afetada. Mas para isso, a infecção tem que ser negligenciada por muito tempo e, portanto, é bem rara de acontecer”, diz Lucélia. 


Ainda mais raro é um abscesso dentário virar um abscesso cerebral. “Essa condição é bem remota, mas é possível sim, pois um abscesso cerebral pode ser originado pela propagação de uma infecção mal tratada em qualquer parte do crânio, inclusive no dente”, diz a especialista. Os sintomas dessa doença são dores de cabeça, confusão mental, febre, convulsões e fraqueza. 
Dentista pode diagnosticar
Segundo Lúcélia se o abscesso cerebral em questão tiver como causa uma infecção dental, pode ser diagnosticado por um dentista. “Neste caso, o paciente com o abscesso cerebral terá uma infecção dental severa e, portanto, o profissional da odontologia perceberá que a infecção se espalhou e indicará um especialista ao paciente. É dever do cirurgião-dentista estar cada vez mais atento às características de outras regiões da face e não se limitar apenas à cavidade bucal”, diz a especialista.

 

Mau hálito e aftas no bebê? Pode ser estomatite

Também conhecida como sapinho, essa inflamação na boca é altamente contagiosa e de difícil controle e por isso requer cuidados bucais especiais na fase infantil

 

Se o seu bebê está com aftas e mau hálito, pode ser sinal de estomatite. Bastante comum em crianças, essa doença se caracteriza por uma inflamação na boca ou na gengiva que causa muito desconforto e dor. E, apesar do nome, não tem a ver com problemas no estômago, pois a palavra Estômato (de stoma) quer dizer boca em grego. 


A estomatite pode ser causada por vírus, fungos, bactérias e deficiência de vitamina C, do Complexo B e de ferro. No entanto, a causa por fungos, mais conhecida como sapinho ou candidíase oral, é a mais popular entre as crianças e costuma atingir a mucosa bucal de recém-nascidos. 
Bastante comum em crianças, a estomatite se caracteriza por uma inflamação na boca ou na gengiva que causa muito desconforto e dor Foto: Gladskikh Tatiana / Shutterstock
Bastante comum em crianças, a estomatite se caracteriza por uma inflamação na boca ou na gengiva que causa muito desconforto e dor
Foto: Gladskikh Tatiana / Shutterstock
Porém, apesar de ter causas bem definidas, uma higiene bucal falha pode dificultar o controle da doença. “A falta de higiene aumenta a possibilidade de bactérias. No caso da estomatite, não contribui com o aparecimento da doença, mas sim para o agravamento do quadro”, diz Anyelen Esper Pereira, cirurgiã-dentista do Instituto Israelita de Responsabilidade Social Albert Einstein. 
Atenção aos sintomas
Por apresentar agentes causadores diferentes, os sintomas da estomatite também podem se apresentar distintos de acordo com a causa. No caso da estomatite por fungos, a língua, a gengiva, os lábios e mucosa da boca da criança ficam recobertos por uma camada branca. Essas placas possuem aparência de “nata de leite”. Os principais sintomas são: boca seca, perda de apetite, insônia e dificuldade de deglutição.


Já quando a causa é viral, aparecem vesículas acinzentadas ou amareladas no centro e avermelhadas por fora em volta da boca e/ou do nariz. Além isso, o bebê costuma apresentar febre, irritabilidade, falta de apetite, mau hálito intenso, recusa em usar a chupeta, recusa na ingestão de alimentos, gengivas muito vermelhas e que facilmente sangram e aftas na boca.
“A inflamação gengival, a falta de higiene durante a doença (pois a dor impede a realização de uma higiene eficiente) e o sangramento, são as principais causas do aparecimento do mau hálito na criança”, diz a especialista.

Tratamentos
Para controlar a febre e a dor o mais indicado é a utilização de analgésicos e antitérmicos. Já para as feridinhas (aftas) na mucosa, o cirurgião-dentista deverá indicar um antifúngico local. “A higiene deverá ser feita na medida do possível, mesmo com sangramentos. Se não puder ser feita com escova e creme dental, pelo menos os pais devem tentar usar uma gaze umedecida para manter o ambiente bucal menos propício ao desenvolvimento de infecções com agravamento do quadro inicial. A alimentação do bebê deverá ser pastosa, com grande quantidade de líquido para não ocorrer desidratação”, diz Anyelen.

 

Jovem perde dente ao comer churros na frente do paquera

Advogada passou toda sua adolescência tentando esconder dois buracos bem na frente do seu sorriso; o problema causou trauma e algumas situações bem constrangedoras para a jovem

 

Quando Natália Corradi entrou na fase de trocar os dentes de leite pelos permanentes, não imaginava o grande drama que estavam prestes a começar. Em meio a alguns dentes a menos, anos de aparelho com um dente falso e um implante que demorou a acontecer, a advogada de 31 anos penou para conquistar o sorriso perfeito.  

“Tudo começou quando eu tinha uns sete anos e estava passeando no shopping com minha mãe. Ao avistar minha dentista fui logo mostrando meu sorriso banguela para ela, toda orgulhosa. Foi aí que ela me olhou e disse: que estranho, esse dente lateral que está nascendo aí tem uma cara de canino. Vá ao meu consultório para eu ver isso”, conta a advogada. 
Com cinco dentes a menos na arcada, advogada precisou usar prótese removível e prótese adesiva até conseguir seus implantes Foto: iko / Shutterstock
Com cinco dentes a menos na arcada, advogada precisou usar prótese removível e prótese adesiva até conseguir seus implantes
Foto: iko / Shutterstock
Ao marcar uma consulta para descobrir o que tinha de errado com sua dentição, Natália foi informada que, apesar de ter nascido com todos os dentes de leite, a sua dentição permanente estava sendo formada com cinco dentes a menos; dois laterais superiores e três molares na parte inferior. 


“Foi aí que começou a minha luta. Eu era muito nova para fazer um implante e por ser muito pequena, tenho 1,50m de altura, a dentista acreditou que os espaços causados pelos dentes faltantes poderiam fechar quando a dentição se formasse por completo, por isso decidimos esperar”, diz Natália. 
Dois buracos e um drama
Com o passar dos anos e com a formação dentária completa foi visível perceber que os espaços debaixo foram preenchidos com os novos dentes, mas os de cima não, deixando dois buracos exatamente onde deviam ficar os caninos. Por isso, ainda na adolescência, Natália passou a usar um aparelho com dois dentes postiços para tapar provisoriamente os buracos. 
“Essa fase foi horrível, porque usar o aparelho toda hora me incomodava e, às vezes, até sem querer, eu tirava ele um pouco e todo mundo via que eu tinha dois buracos no lugar dos caninos superiores. Eu cheguei a inventar que estava passando mal só para poder ir embora da escola por vergonha”, lembra a advogada.

 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Dentista de Belo conta o que fez nos dentes do cantor

O cantor não poupou esforços, nem dinheiro, para melhorar a aparência desalinhada de seu sorriso com clareamento, design de gengiva e implantação de coroas dentárias


Belo já figurou entre nossas galerias de celebridades com o sorriso não tão bonito assim. Aparentemente, o cantor cansou dessa história e divulgou que gastou cerca de 100 mil reais para repaginar seu sorriso, com direito a clareamento com laser, design de gengiva e implante de 23 coroas de porcelana. 
A esposa de Belo, Gracyanne Barbosa, postou no instagram o novo sorriso do cantor com uma declaração de amor Foto: Instagram @graoficial / Reprodução
A esposa de Belo, Gracyanne Barbosa, postou no instagram o novo sorriso do cantor com uma declaração de amor
Foto: Instagram @graoficial / Reprodução
Segundo Anderson Bernal, dentista especializado em estética que foi o responsável pela mudança do sorriso de Belo, o cantor tinha algumas imperfeições que precisavam ser mudadas. “Podíamos observar em sua dentição uma falta de harmonia, desalinhamento e uma coloração indesejada”, diz o dentista. 


A alegria do cantor e de sua esposa Gracyanne Barbosa com a nova transformação foi tanta, que ela até fez uma homenagem ao marido em sua rede social postando uma foto dele com o novo sorriso e escreveu: “Confesso que às vezes fico surpresa com sua coragem, a maneira que você enfrenta os desafios e se torna vencedor. Não são apenas “dentes novos”, é a certeza de um recomeço, cheio de alegrias e muitos sorrisos”. 
Além de também cuidar dos dentes de Gracyanne, Anderson Bernal ainda é o responsável pelos sorridos da modelo Carol Trentini, da atriz Daniela Escobar, do ginasta Diego Hypólito e da turma do programa Pânico Daniel Zukermann (o Impostor), Wellington Muniz (o Ceará) e Rodrigo Scarpa (o Vesgo). 




 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Cárie pode aparecer a partir dos seis meses; saiba evitar

Segundo especialistas, quanto mais cedo as mães puderem levar seus filhos ao dentista, melhor será para que eles cresçam com dentes saudáveis e um sorriso bonito. Para o odontopediatra Cássio José Fornazari, o ideal seria que as mães já visitassem o dentista durante a gestação. “Se recomenda que a gestante receba algumas orientações sobre higiene, saúde bucal, dieta e formação dos dentes. É a chamada odontologia intrauterina”, diz. 
Passada a gravidez, é por volta dos seis meses de idade que os primeiros dentinhos começam a nascer e é nesse momento que deve acontecer a primeira visita da criança ao dentista. Normalmente, os primeiros a apontarem são os dois dentes inferiores da frente.  
“Nessa consulta o odontopediatra irá passar recomendações para os responsáveis sobre escovação, sintomas durante a erupção dos dentes, períodos mais propícios para desenvolver cáries, como deve ser o tratamento quando detectar os sinais da doença e como preveni-la”, diz Cássio. 
Limpeza dos dentes
Por volta dos seis meses, é necessário também que os pais iniciem a limpeza dos dentes dos bebês. Na verdade, assim que eles começam a sua irrupção, a higiene deve ser iniciada com uma dedeira de silicone ou mesmo com uma escova de cabeça pequena extra macia para não machucar o bebê. Segundo Cássio, a higienização é importante nesse início da primeira formação dentária porque já há a possibilidade de a criança adquirir cárie .
Outro benefício de levar o bebê cedo ao dentista é fazer com que se acostume com o ambiente, os profissionais e o tipo de atendimento. “Até a limpeza precoce é boa para que ele se familiarize no futuro com o processo de escovação”, afirma Fornazari.
É importante ressaltar que a partir da primeira visita recomenda-se que as crianças visitem o dentista a cada seis meses, tempo suficiente para detectar qualquer inécio de cárie e tratá-la antes que cause mais problemas.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Conheça as três maiores causas do mau hálito e evite-as



Cortar algum alimento ou comê-lo em excesso pode causar halitose. Medicamentos para emagrecer e estresse da privação de comida também agravam o quadro
Ficar sem comer por longos períodos ou ingerir alimentos “errados” excessivamente pode causar halitose. E a má alimentação é a terceira causa mais comum de mau hálito, isso inclui pular refeições ou ficar mais do que quatro horas sem comer.
Ocorre que ficar muito tempo de estômago vazio leva à hipoglicemia (queda de açúcar no sangue). Para evitar que isso aconteça em larga escala, o organismo começa a queimar gordura para preservar a glicose e manter a obtenção de energia necessária para a sobrevivência. “Essa queima de gordura produz ácidos graxos que escapam durante as trocas gasosas em nível pulmonar, comprometendo a qualidade do hálito”, diz Mariana Pereira Alves, cirurgiã-dentista e coordenadora CETH (Centro de Excelência no Tratamento da Halitose). 
Porém, a escolha da dieta errada também pode causar o mau cheiro na boca. Segundo a especialista, uma alimentação rica em lipídios (alimentos gordurosos) resulta em altos níveis de acidez que produzem um cheiro desagradável no hálito. Ela explica que alguns alimentos, quando consumidos exageradamente, podem causar a halitose, principalmente se essa comilança não for seguida de uma boa higienização da boca. São eles, carne, queijo, alho, cebola, azeitonas, ovos, alimentos condimentados, maionese, chocolate, leite, salame, presunto, mortadela, repolho, sardinha, alcachofra, couve-flor e brócolis.

Medicamentos também são vilões


O uso de medicamentos para emagrecer também contribui para o mau hálito. “Os remédios para emagrecer produzem alterações na composição e na quantidade de saliva. Eles geram a redução do fluxo salivar, aumentando a descamação da mucosa bucal e o acúmulo de bactérias no dorso na língua. Dessa forma, produzem uma camada amarela esbranquiçada conhecida como saburra lingual, que é uma das causas mais freqüentes do mau hálito”, diz Mariana.

Até o psicológico da pessoa que está fazendo a dieta pode atrapalhar o hálito. O estresse causado pela necessidade de emagrecer também causa queda no fluxo salivar e no açúcar do sangue. Por isso, quando decidir que precisa de uma dieta é importante pedir auxílio a um médico especializado e reforçar a higienização da boca.